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A relação entre o consumo de certos alimentos
e o risco de câncer possui evidência científica,
apesar da complexidade dos fatores que estão associados
à ingestão dos alimentos, como por exemplo:
conservação, preparo e quantidade consumida.
Orientações Básicas para uma Dieta Saudável
Para minimizar o risco do câncer e de inúmeras
outras doenças, uma dieta saudável é
o primeiro passo. Veja, a seguir, orientações
básicas para fazer da sua alimentação
uma aliada da longevidade.
» Insira em sua dieta alimentos de origem vegetal:
- 5 ou mais porções diárias de frutas
e verduras;
- 4 porções diárias de cereais e/ ou
massas - dê preferência aos integrais.
» Limite o consumo de alimentos gordurosos, especialmente
os de origem animal:
- porção diária de carne vermelha;
- porção diária de carne branca.
» Limite o consumo de bebida alcoólica.
» Limite o consumo de produtos industrializados.
» Mantenha-se dentro do peso ideal.
Alimentos que são Terreno Fértil para a Doença
Alguns tipos de alimentos, se consumidos regularmente
durante longos períodos de tempo, parecem fornecer
o tipo de ambiente que uma célula cancerosa necessita
para surgir, se multiplicar e se disseminar. Esses alimentos
devem ser evitados ou ingeridos com moderação.
São os alimentos ricos em gorduras, tais como: carnes
vermelhas, frituras, molhos com maionese, leite integral e
derivados, bacon, presuntos, salsichas, lingüiças,
mortadelas, entre outros.
Alimentos que Causam a Doença
Existem também os alimentos que contêm
níveis significativos de agentes cancerígenos,
como por exemplo os nitritos e nitratos usados para conservar
alguns tipos de alimentos - picles, salsichas, outros embutidos
e alguns tipos de enlatados. Essas substâncias transformam-se
em nitrosaminas no estômago e essas, por sua vez, têm
ação carcinogênica potente, sendo responsáveis
pelos altos índices de câncer de estômago
observados em populações que consomem alimentos
com estas características de forma abundante e freqüente.
Já os defumados e churrascos são impregnados
pelo alcatrão proveniente da fumaça do carvão,
o mesmo encontrado na fumaça do cigarro e que tem ação
carcinogênica conhecida.
Os alimentos preservados em sal – tais como: carne-de-sol,
charque e peixes salgados – também estão
relacionados ao desenvolvimento de câncer de estômago
em regiões onde é freqüente o consumo.
Métodos de Preparo Relacionados à Doença
O tipo de preparo do alimento também influencia
no risco de câncer. Ao fritar, grelhar ou preparar carnes
na brasa a temperaturas muito elevadas, podem ser criados
compostos que aumentam o risco de câncer de estômago
e de reto. Por isso, métodos de cozimento que usam
baixas temperaturas são escolhas mais saudáveis,
tais como: vapor, fervura, pochê, ensopado, guisado,
cozido ou assado.
Alguns Estudos que Relacionam Alimentos a Tipos Específicos da Doença
Cólon e Reto - Estudos demonstram que uma
alimentação pobre em fibras, com altos teores
de gorduras e altos níveis calóricos (hambúrguer,
batata frita, bacon etc.) estão relacionadas a um maior
risco para o desenvolvimento de câncer de cólon
e de reto, possivelmente porque, sem a ingestão de
fibras, o ritmo intestinal desacelera, favorecendo uma exposição
mais demorada da mucosa aos agentes cancerígenos encontrados
no conteúdo intestinal.
Mama e Próstata - A ingestão
de gordura pode alterar os níveis de hormônio
no sangue, aumentando o risco dos cânceres de mama e
de próstata. Há vários estudos epidemiológicos
que sugerem a associação de dieta rica em gordura,
principalmente a saturada, a um maior risco de desenvolvimento
desses tipos da doença em regiões desenvolvidas.
Estômago e Esôfago - Ocorrem
mais freqüentemente em alguns países do Oriente
e em regiões pobres, onde não há meios
adequados de conservação dos alimentos (geladeira),
o que torna comum o uso de picles, defumados e alimentos preservados
em sal. Também ocorre em locais onde onde é
comum o consumo diário de alimentos em altas temperaturas
(exemplos: sopas e chás).
Fígado - Grãos e cereais armazenados em locais
inadequados e úmidos podem ser
contaminados pelo fungo Aspergillus flavus, que produz a aflatoxina,
substância cancerígena. Há estudos que
relacionam essa toxina ao desenvolvimento de câncer
de fígado.
Vale destacar que a alimentação saudável somente
funcionará como fator protetor quando adotada constantemente,
no decorrer da vida.
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